
CAPÍTULO 1.
PREFÁCIO.
“LER É SE DESCOBRIR OU SE DESCOBERTO PELA LEITURA”.
Há muito que não lia nenhum dos diversos livros que se acomodam a cabeceira de minha cama. Decidi retomar a leitura de “O retrato de Dorian Gray” que já havia interrompido fazia tempo. Estava a ler aquelas páginas quando subitamente uma vontade incontrolável de relatar sensações que me passavam pelo corpo e pela mente, interromperam minha leitura.
Em certa parte a leitura me contagiou de tal forma que vi minha própria vida refletida nela. Os últimos parágrafos lidos me envolviam em uma profunda auto-análise ao relatar uma filosofia de vida que inspirava um dos personagens de Oscar Wilde, Lord Harry.
Depois de ler estas frases que interromperam minha leitura e me fizeram de uma forma contagiante e súbita tomar um lápis e um caderno e descrever o que agora estou descrevendo, comecei a pensar na vida de uma forma diferente e cheguei à conclusão de que a vida é meramente uma peça teatral e que somos apenas personagens dela e outros tantos que não há vivem de forma intensa, simplesmente expectadores.
Antes de começar a ler não pensava assim, mas agora enxergo que eu era também expectadora, sempre vendo a vida por um olhar externo e a analisando em todas as suas cenas. No entanto, esse despertar literário me fez personagem desta peça que se chama vida e agora ao invés de analisá-la por um olhar crítico e duro, apenas a vivo e sinto de forma intensa e amadora, não deixando que as conseqüências dos meus atos ocupem a mente se antecipando às minhas ações. Afinal, quem em sã consciência preocupa-se tanto com a conseqüência de viver a vida de forma prazerosa que deixa de vivê-la apenas para não ter que arcar com as conseqüências. Só os racionais são assim, os céticos e moralistas, mas os loucos... Ah os loucos! Esses sim são os mais sábios porque vivem a vida e a conseqüência de vivê-la sem se preocupar, porque no fim tudo é ganho, todo mal vira aprendizado e o aprendizado satisfação por ter vivido plenamente a vida.
Pois bem, é assim que farei daqui por diante. Transformarei esse meu caderno de anotações que foi o meu refúgio na hora do meu “ insight ”, em um diário literário onde voltarei a escrever toda vez que me ocorrer novamente essa sensação, ou toda vez que uma leitura me envolver tão intensamente que eu deseje me transportar para dentro dela.
-----------------------------------------X--------------------------------------------
PREFÁCIO.
“LER É SE DESCOBRIR OU SE DESCOBERTO PELA LEITURA”.
Há muito que não lia nenhum dos diversos livros que se acomodam a cabeceira de minha cama. Decidi retomar a leitura de “O retrato de Dorian Gray” que já havia interrompido fazia tempo. Estava a ler aquelas páginas quando subitamente uma vontade incontrolável de relatar sensações que me passavam pelo corpo e pela mente, interromperam minha leitura.
Em certa parte a leitura me contagiou de tal forma que vi minha própria vida refletida nela. Os últimos parágrafos lidos me envolviam em uma profunda auto-análise ao relatar uma filosofia de vida que inspirava um dos personagens de Oscar Wilde, Lord Harry.
Depois de ler estas frases que interromperam minha leitura e me fizeram de uma forma contagiante e súbita tomar um lápis e um caderno e descrever o que agora estou descrevendo, comecei a pensar na vida de uma forma diferente e cheguei à conclusão de que a vida é meramente uma peça teatral e que somos apenas personagens dela e outros tantos que não há vivem de forma intensa, simplesmente expectadores.
Antes de começar a ler não pensava assim, mas agora enxergo que eu era também expectadora, sempre vendo a vida por um olhar externo e a analisando em todas as suas cenas. No entanto, esse despertar literário me fez personagem desta peça que se chama vida e agora ao invés de analisá-la por um olhar crítico e duro, apenas a vivo e sinto de forma intensa e amadora, não deixando que as conseqüências dos meus atos ocupem a mente se antecipando às minhas ações. Afinal, quem em sã consciência preocupa-se tanto com a conseqüência de viver a vida de forma prazerosa que deixa de vivê-la apenas para não ter que arcar com as conseqüências. Só os racionais são assim, os céticos e moralistas, mas os loucos... Ah os loucos! Esses sim são os mais sábios porque vivem a vida e a conseqüência de vivê-la sem se preocupar, porque no fim tudo é ganho, todo mal vira aprendizado e o aprendizado satisfação por ter vivido plenamente a vida.
Pois bem, é assim que farei daqui por diante. Transformarei esse meu caderno de anotações que foi o meu refúgio na hora do meu “ insight ”, em um diário literário onde voltarei a escrever toda vez que me ocorrer novamente essa sensação, ou toda vez que uma leitura me envolver tão intensamente que eu deseje me transportar para dentro dela.
-----------------------------------------X--------------------------------------------